quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Anda,

força! Força, Geo. Força!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Calma, menina.

Confesso que às vezes eu não consigo aguentar por muito tempo e acabo explodindo. Grito, berro, choro, bato o pé, faço show. Pode ser que isso faça com que eu perca a razão, mas na hora, nem penso nisso... Quando as coisas fogem do controle, o ideal seria que o mundo todo parasse por meia hora, pra que desse tempo de eu ao menos tentar consertar tudo. Apagar a luz do quarto que permanece acesa sem motivo algum, fechar direito a torneira da pia do banheiro que há mais de 5 horas pinga lentamente, como quem lacrimeja de desgosto. Desligar a tevê da sala - da qual os principais expectadores são o sofá de couro, a cortina de algodão e as almofadas de cetim (o sofá prefere filmes nacionais, não é como a cortina que não faz questão do que se passa ali, já as almofadas gostam de polishop); apagar o fogo da chaleira, que fez a água virar vapor e ir embora com o vento, tal como deve ir uma nuvem que fica frente ao sol, cobrindo e escondendo a luz que faz com que haja esperença pra continuar o dia. Descer gatos brancos e gordos de árvores gigantes, ajudar velhotes a atravessar a faixa de pedrestres, impedir que a cotação do dólar suba, distribuir cestas básicas na etiópia, vestir uma cueca por cima das calças e enfim declarar a paz mundial! É, bem que poderia... Até então, nada é completamente como deve ser. Está indo, aos poucos, do meu jeito. Devagar e confuso, mas é meu jeito. Fazer o quê? Ainda bem que há quem goste, assim, como é. Por enquanto, só existe realmente uma coisa a fazer: ser paciente.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

onde você estiver, eu vou...

...você sabe que é sincero.
é na sincera
meu coração bate
tipo, acelera
quando isso acontece
é quando eu sei
que é à vera
que já era
que a coisa é séria
e eu te amo além da matéria.


como eu te quero @ black alien

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Por três segundos fechei os olhos e respirei fundo.
Achei que fosse um sonho...

Me enganei.

terça-feira, 30 de junho de 2009

sleepless workaholic,

Por dia, 3 horas. Durante a semana, 15 horas. Aos sábados, umas 8... Domingos, 6.
Horas dormidas, contadas nas pontas dos dedos.
Esperadas com o maior anseio.
Ora é querer, ora é poder.
Café com Cola-Cola, Red Bull com anfetamina.
Durante 3 dias.
Madrugada, 2 e meia, trabalhar. Madrugada, 5 e meia, levantar. Madrugada, meio dia, existir.
Achar que a vida toda é madrugada, perder a noção do tempo e ficar paranóica.
Não saber que dia é hoje, muito menos amanhã. Se ainda é quarta-feira, pouco importa. Sexta à noite, vai ficar em casa mesmo...
Tecnologia que não funciona ao seu favor, despertador que não toca, olhos que não despertam, mente que não acorda.
Merda, 8 e 15 da madrugada. Sol. Perdi 3 horas a mais do meu precioso tempo, dormindo. Sentir-se culpada não adianta muito.
Trabalhar para viver, viver para trabalhar. Trabalhar pra (sobre)viver, (sobre)viver para trabalhar. Punk.
Ao invés de descansar, recarregar pilhas. Cama ligada no 110, travesseiro no 220. Efeito memória, bateria fraca na maior parte do tempo. Corpo mole, mente à mil. A única que não pára, não sossega, apesar do cansaço. Cabeça cheia, pálpebras curvadas. Idéias desorganizadas, movimentos coordenados.
Realmente, eu preciso dormir,
mas não.
Quem disse que dormir é preciso?

Um dos motivos pelo qual eu não posto há mais de meses.

terça-feira, 12 de maio de 2009

dois milhões de anos...

ontem a noite, assim que eu cheguei do KK, entrei na internet e percebi que faz mais de um mês que eu não postava.

de verdade:
foda-se.

pouco me importo, óh :D

terça-feira, 14 de abril de 2009

diz que não vai, digo que não vou.

NÃO SEEEEEI RESPONDEEEER, E SE EU MUDAAAR DE OPINIÃÃÃO / VOU DIZER QUE NÃÃÃO AGÜENTO IN-DE-CI-SÃÃÃO, / MAS O QUE MAIS EU SEI FAZEEEER: MUDAR MEU HUMOOOOOR, / E ÀS VEZES NEM REEEEEEEESPOOOOONDEEEEEER.

acho que hoje eu não vou; / mas é quinta, e o que sobrou?

torre de quinta @ caxabaxa ♥

sábado, 28 de março de 2009

Hipocrisia.

Deveria ser marca de cereal matinal; mas eu acho que não faria tanta diferença.

As pessoas tomam uma dose das grandes dela pela manhã, e a deixam fazer efeito até a hora de dormir. Sei que ultimamente tenho falado muito sobre ser hipócrita, mas deve ser porque eu parei pra prestar atenção só agora...

quarta-feira, 25 de março de 2009

Poxa,

poxa vida, champs. to cansadona.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Improvável.

Às seis,  sete horas da noite. Todos os dias - ou quase sempre, me vê. Justo na hora em que eu não posso dar o melhor de mim. Fim de tarde, sono, moleza... Depois de ter ficado o dia inteiro na esbórnia ou ter realmente feito alguma coisa. Cansaço. Depois de eu ter fumado meio maço de cigarro e tomado, no mínimo, quatro xícaras de café. Com o cabelo despenteado e uma única vontade: dormir. 
Confesso que não sei porque diabos um dia te disse 'oi'. Acho que foi por conta do seu sorriso enorme, que de fato, me agrada. Também não sei explicar como me dei ao luxo de trocar mais que cinco minutos de conversa. Não faço isso, nunca.
E novamente, confesso que não sei porque diabos continuei a fazê-lo.
Rude, mau-humorado, blasé, homofóbico, porém, extremamente familiar.
Sei que te conheço, e muito. Não sei de onde, nem como. E por incrível que pareça, nos damos bem. 
Totalmente diferentes, mas com fatores em comum. Pode parecer piada, mas é assim que funciona.
Se irrita com a minha compulsão por Neosaldinas e cartelas de Dorflex. Detesta o fato de que eu sou calma, e às vezes, ouço Caetano. Me irrito com a sua teimosia. Detesto sua falta de paciência. E declaro que não me importo com a sua euforia desnecessária.
No entanto, é essa a graça. Sermos tão diferentes. E agora, que já passara algum tempo, o improvável aconteceu, e nós nos tornamos bons amigos. Daqueles que dizem 'eu te amo' sem perceber, mas com o maior valor do mundo. 

Para Bruno Begliomini.
na noite / 3 horas de sono bastam, quando maravilhosa / 3 horas de sono faltam, quando desastrosa

sono,
cansado pra caralho.
já falta o que mesmo?
não consigo mais pensar em nada,
não consigo sequer organizar meus olhos.
vá dormir, seu animal
que o amanhã te espera.

do Design de Bolso, #03 - 1998.
e não, o Nil não tem nada a ver com isso.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Sssss.

Azia, droga.
Queria muito um esssstomazil.

quinta-feira, 12 de março de 2009

um a um

"eu não quero ganhar, eu quero chegar junto
sem perder, eu quero um a um, com você
no fundo não vê, que eu só quero dar prazer
me ensina a fazer canção com você, em dois
corpo a corpo me perder, ganhar você
muito além do tempo regulamentar
esse jogo não vai acabar
é bom de se jogar
nós dois, um a um
nós dois, um a um
nós dois, um a um"

tribalistas @ um a um

segunda-feira, 9 de março de 2009

É.

Bate uma ventania de ilusão.
Cai uma garoa fina, de desgosto; que corta a alma junto com o frio da discória.
Relâmpagos de tristeza, e só uma poça d'água de alegria.
Caminhar pela calçada da ansiedade em rumo à estrada da incerteza.
Olhar pro mar.
Mar de amor, felicidade, conforto, carinho...
Então vem a verdade, que te faz se afogar numa onda de hipocrisia.

domingo, 1 de março de 2009

Pouco feminino.

Precisava de um final de semana.
Desce mais umas quatro long necks, cabróm!
Pedir pizza do que?
-Não sei, tanto faz...
-Pede de rúcula com tomate seco.
-Boa.
-Pede um Guaraná Antartica, eu tô com vontade.
E de repente tudo pára.
O silêncio invade a sala.
Logo em seguida, um coro:
-PUTAQUEPARIU, A TV TRAVOU!
-Mas que merda! Eu já tinha destravado todos os Cavaleiros do Zodíaco! Tô sem memory card, poxa.
É tudo sempre culpa da 'Era de Aquarius'. Ou do governo.
Saí pra fumar, voltei.
"NEBULA CHAAAAAAIN"!
-Nossa, pára de apelar! Luta que nem macho! Usa o especial só de vez em quando, vaca.
-Foi sem querer!
"NEBULA STOOOOORM"!
-Eu não vou falar nada.
-Esse foi por querer!
-Só porque eu peguei o Seiya. O Seiya é um merda! Sagitarianos...
Cansei de PlayStation 2.
Cinco minutos em frente ao computador.
-Vai, derruba ela.
-Eu não, vai você.
-Vamos nós três juntas. No 'três' a gente vai!
1, 2, 3.
Me encontro no chão, com gurias me agarrando e puxando os meus braços.
-PORRA! Doeu.
-AHAHAHAH, FOI ENGRAÇADO!
-É, foi...
Chegou a pizza.

Meninas.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

"and I'm floating in the most peculiar way [...]" ♪

Voando sem sair do chão, tocar sua alma só de te olhar nos olhos. De repente tudo fica tão leve... por osmose as coisas se acalmam.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Molinha, molinha...


Posso sentir quando as coisas perdem o controle. Estragam, passam do ponto. Gosto de tudo nos conformes; e, nem sempre, isso é possível. Por mais paciente que eu seja, tem vez que, não dá pra segurar. Tipo Nasi. Virei colônia de férias pra bactérias e vírus. A corisa agora é minha nova 'best friend'. Ontem dormi abraçada a uma caixa de lenços. Coberta dos pés à cabeça por um lençol não muito fresco, numa noite extremamente abafada.

Céus, gripe é uma merda.

Obs.: Causei no post, eu sei. AHAHAH!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

BRASIL,

Na vibe de Novos Baianos, ouvindo um som bem Jorge Ben, ou uma parada bem Cartola.
Sei que não sei de nada.
Só sei que é carnaval.
E só sei também que depois disso que o Brasil funciona.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Infelizmente.

Tudo em volta está um caos.
O mundo só falta desabar.
Interessante é que, quase sempre, acham que é minha culpa.
Não importa o que seja.
Crise financeira, tarifa do metrô, portão trancado, janela aberta, unhas quebrando, cabeça doendo.
Só pra variar, eu prefiro não fazer nada.

Sou uma bicha mesmo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

É.

Cortei o cabelo.
Cortei sim.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Eu e você.

Música brasileira, arroz mal feito, rock and roll.
Calça justa, cabelo sujo, cigarro e cerveja.
Falar bobagem, dar risada, soluçar.
Cd's, canetas coloridas, filmes espanhóis.
Comida pronta, requentanda, microondas.
Internet e tevê à cabo.
Horas que não passam, momentos únicos.
Dormir a tarde toda, viver a noite inteira.
Perder isqueiros e comprar fósforos. Acabaram meus fósforos.
Descer a Augusta, subir a Augusta.
Eu e você.
Paixões em comum.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Noite adentro.

Madrugada;
três da manhã.
Já é tarde quando me deparo com o seu sorriso.
Sorriso de quem dorme e sonha com os mais belos anjos, anseia por um novo dia.
Deitado na cama, abraçado ao travesseiro, com os pés descobertos.
Assim você permanece por horas e eu continuo a te olhar.
Admirar seu rosto, sentir seu cheiro...
Assim eu permaneço por horas, à contemplar suas melhores virtudes; e você, dorme.
Sigo noite adentro observando o quão bom Deus foi contigo.
Não consigo parar de te olhar.
Não posso parar de te olhar.
O dia amanhece e a sua beleza se torna cada vez mais intensa e intocável.
Agora o meu maior medo é que você acorde.

Urbano.

É bom poder chegar em casa. Sentar no sofá e saber que o que há a sua volta, pertence à você. Ir na cozinha escura, abrir a geladeira em plena madrugada, dar de encontro com aquela luz forte que os olhos não aguentam e uma caixa de pizza vazia. Depois de um dia que só você sabe como foi, só você sabe o que viu, ninguém mais... Das paradas longas do metrô na estação da Sé, às 6h30 da manhã. Da discussão entre motoristas, cobradores e passageiros, num ônibus lotado que se estaciona no tráfego infernal da Avenida Tiradentes. Após aquele dia difícil, cansativo e desgastante - que por mais que seja assim, não há coisa melhor no mundo - chegar em casa. Aventurar-se com o caminho de volta, enfrentar o desafio de viver em uma grande metrópole, com todo esse caos e confusão, buzinas, fumaças, poluição visual e sonora.

Sentir zêlo, cuidado e paixão pela cidade onde vive. Falta, saudades quando está longe dela. Ter orgulho de dizer, que embora todos os contras, os prós desse lugar te fazem bem. Aprender a gostar do cheiro da desordem, andar em meio a bagunça, pedir bis. E se algum dia o desconforto bater, refuigiar-se ao calor do lar. O lar, que é o melhor lugar do mundo, e fica onde você escolheu. Que carrega com ele todos esses fragmentos de cidade que você trás todos os dias assim que abre a porta da sala. O reflexo do seu dia, da sua cidade, da sua vida.

O bom é sentir que a cidade te acolha, te deixe à vontade, faça seu papel de mãe e amiga quando você se sente sozinho. Que te mostre tudo o que há de bom, e te faça sentir orgulho de que o seu lar é ali. Saber que o melhor do seu mundo está presente, e poder falar de boca cheia: eu amo esse lugar.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

MARINÃO ♥


-"Geovanna, você é boba?!"
-Não, Marina. Não...
-"Então pára de me enrolar e me entrega esse folder amanhã!"
-Tá bom, Marina. Tá bom...
-"Hãn!"
-Linda...
-"HÃÃÃÃÃÃN!"

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Adelaide.

"O que eu entendo por ser meu
É tudo que eu posso te dar
O meu amor mas primeiro eu
Preciso saber se você vai gostar
Deixa o meu sentimento te falar
Vou mostrar que sou alguém melhor
Não vai se arrepender
Porque eu não vou deixar você chorar por mim

Do meu lado, agora em mim."

Adelaide @ Mombojó

...

É tudo por culpa da chuva que não dá trégua há dias. A gente fica louco, entediado, hiperativo, com saudades da cama e ao mesmo tempo com uma baita insônia. Faz de tudo pra preencher o vazio que a chuva deixa. De tudo mesmo, que não há mais nada a se pensar. Desde jogar frecell à afastar o sofá da sala e pular constantemente por duas horas ao som de The Cure. É inevitável: tem dias que a cabeça não funciona.

Comecei a escrever uns quatro textos diferentes e nenhum deles foi pra frente. Meu lixo está cheio de sulfite amassado. Se eu pego o violão, não saem mais que três acordes... Há uma aura de lerdeza pairando sobre os meus ombros. A moleza de quem tomou meia garrafa de saquê, o sono... Essa inércia toda ao meu redor não me faz bem. Mas tenho de me conformar e só por hoje, andar de braços dados com um pecado capital. A preguiça. Preguiça interior, porque na verdade eu não páro de sacudir a perna, judiar do controle remoto mudando de canal bruscamente, sem mesmo prestar atenção na tevê. Cansei. Criança quando fica chata assim é porque tem sono. Não dou vinte minutos pra eu estar na cama.

Obs.: Já reparou que eu não posto às quartas-feiras? Juro que não é porque eu fico assistindo Gossip Girl.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Extremo conforto.

Noite em São Paulo num verão que não é verão. 
O orvalho chega e a moleza o acompanha. 
As luzes da rua se acendem, os faróis dos carros também.
A brisa bate com tamanha força que arrepia os pêlos do corpo.
Pela casa corre um cheiro de banho tomado, uma sensação de aconchego.
Vontade de um abraço.
Enquanto o mundo roda e a cidade não dorme,
fico deitada,
na minha cama.

he's gonna let you down.

i fell of the track, now i can't go back. i'm not like that.
boys lie too much, girls act too tough, enough is enough.
well, on the minds of other girls, I KNOW HE WAS.
i said you take it or leave it.

he's gonna let you down, and gonna break your back for a chance.
and gonna steal your friends, if he can. he's gonna win someday.

i said just take it or leave it.

take it or leave it @ the strokes

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma volta.

Não tem nada melhor do que sair quando não há nada tão bom assim pra se fazer. Não que sair esteja em segundo plano, que só aconteça por ser a última opção, mas é uma ótima alternativa. Pegar um cinema, ir pra balada, dar uma passada num bar, ver os amigos... Ir comprar pão, fumar um cigarro no caminho, dar uma volta a mais no quarteirão na volta pra casa, parar na banca de jornal e só folhear revista. Chegar no shopping e só ver vitrine, fazer hora no ponto de ônibus. Sair. Sair até sem sair de casa. Sair do seu mundo. Desligar-se de tudo. Abrir a janela e ver a lua, ouvir música até dizer chega, comer uma panela de brigadeiro inteira assistindo Grease, ler um livro. Achar defeito em todos os cantos do seu quarto e querer consertar do dia pra noite. Deitar no chão, olhar pro teto, pensar em merda. Sair na varanda, abrir os braços, respirar fundo. Achar que você é o Jack e sua casa um verdadeiro Titanic. Fazer qualquer coisa, jamais ficar inativo. Lembrar que a vida tem tesão e não deixar a preguiça tomar conta. Viver. Tudo de uma vez, ou todo dia um pouquinho. E como vovó já dizia: cabeça vazia, oficina do cão.

domingo, 25 de janeiro de 2009

É tão grande...

De uns tempos pra cá eu tenho percebido o quanto a família é importante. Tenho dado mais valor, não sei... Mas com certeza a tenho visto de um modo diferente. Não consigo imaginar meu pai sem minha mãe, minha irmã, meus tios, avós, longe. Não digo longe de morando em outra cidade, outro país... Longe de espírito mesmo. Por mais que a gente não se veja muito, ou só ligue pra saber como foi o dia, e às vezes nem isso! O fato de estar conectado, juntos por uma corrente que ninguém no mundo rompe. Com briga, discussão, xingamentos e até tapas na cara.

Permanecer do lado, junto pra tudo, independente de qualquer motivo, razão ou circunstância. Não importa o quão errado você esteja, o quão idiota foi a atitude que você tomou, e muito menos o tamanho do esporro que você levar. Sempre, sempre a sua família vai estar presente.
Ou a sua família de sangue, ou a família que você escolheu: seus amigos.
É difícil saber realmente quem vai te segurar toda vez que você cái. Mas se você confia, gosta, respeita, admira, convive e acima de tudo ou qualquer coisa, ama; ama muito, de todo coração, não custa apostar.

Tem gente que gosta de ser livre, de viver a vida como bem entende, sem ninguém ao lado. Respeito, lógico. Mas nunca, na vida toda, ninguém está sozinho. Que seja por um cara que pega metrô com você todo dia, na mesma hora, e uma vez ou outra ele te olha e acena com a cabeça, como quem diz 'bom dia'. O humano não brota do nada... Nascemos de um ato de amor, até mesmo inconseqüente ou irresponsável. E definitivamente, é ele quem nos mantém vivos. O tal do amor. Amor esse, de mãe, pai, irmão, amigo. O platônico, o próprio, o físico, o de uma vida toda, de momento, verão... É culpa dele. Culpa do amor. Que muitos até não acreditam que exista.

Não é preciso ser exagerado, escrachado, jogado na cara pra saber o tamanho do amor que as pessoas sentem. Basta você saber. Basta a outra pessoa saber. Ninguém gosta igual a ninguém. Só quem sente pode definir a imensidão da emoção ali presente. Sem precisar provar.

O vínculo de sentimentos bons entre pessoas. Duas, mais... ou só por si mesmo.
Isso sim que é a família.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sem mentira.

"Só de viver no seu mar
De merecer seu olhar
Seu beijo todo dia
E as noites cada vez mais limpas

Quando eu me vi no seu cais"

Fabio Góes @ Sem Mentira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Desce duas PL que eu tenho 18, chefia."

Num resumo muito grosso: a maioridade se refere a aquisição de responsabilidade e obrigações perante à vida pública. Ou seja, fazer merda e limpar com o seu próprio papel. Encher o cu de cerveja Guinness que você pagou com um dinheiro que não é seu, entrar num carro que não leva o seu nome no documento, estraçalhaaar o para-choque desse mesmo carro metendo ele de frente pro poste, e no final da brincadeira, assumir tudo. Tudo. Sem pedir arrego. Porque agora, cumpádi, o mundo chamou seu nome na lista dele. A lista com o nome de um trilhão de filhas-da-puta, gente de bem, gente pobre, rica, miserável ou classe média. Mas gente essa, que a partir desse momento, passa a assumir cada burrada que faz. 

Eis que chega o grande dia. 

A grande tentação de poder sair da barra da saia mãe, viver sua própria vida, fazer o que te der na telha, sem aquele monte de sermão. Ou não. Sinceramente, acho que não muda muita coisa. É mais um ano novo. Depois vêm os 19, 20... Logo menos os 30. O tempo é uma desgraça! Passa tão rápido que até confunde a gente. Concordo que é uma grande transição entre a molecagem e a fase adulta. Mas enquanto continua vivendo a famosa vida besta, nada muda.

Faz por onde, coração! O poder de uma carteira de abilitação, cpf, rg, qualquer documento que mostre que hoje você tem 18, só valhe se você fizer por merecer. Não tem culpa pior do que bancar tudo da boca pra fora, sabendo que ontem, tu não diria nada disso. Sentir que você cresceu, que virou MACHO. Que tem peito e coragem pra tudo, essa sim é a grande diferença.

O texto inicialmente era pra se tratar da maioridade conquistada, esse ano, pelo Gabriel - meu melhor amigo, irmão, homem, pessoa que eu mais amo nesse mundo -, mas virou um discurso sobre o que eu realmente penso sobre a tal. De fato, Gabriel, se você ler, vai entender aonde eu quero chegar. Não é preciso a maioridade pra enfatizar tudo aquilo que você já é. Agora só vai ser mais tranqüilo se embreagar de cerveja importada sem sentir culpa.
Eu te amo.
E feliz ano novo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mas que merda é essa?!

Dá um nó na garganta, uma vontade de gritar, às vezes até de sair correndo. Uma angústia, a necessidade de um abraço, uma mágoa profunda. Cadê? Cadê?! Eu não sei! Mas, cadê?! Cadê o lugar de onde vem tudo isso? Vem da alma, do fundo do peito, ou de qualquer outro mundo que eu ainda venha conhecer. Pensamentos nostálgicos. Falta, perda. É isso o que eu sinto.

Mas que merda é essa?!

Isso é saudade, menina.

Para Gabriela Donadon.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Yes, we can!"


Barack Hussein Obama II: canhoto, descendente de quenianos, sobremone árabe, nascido no Havaí e atual presidente dos Estados Unidos da América. Puta merda, isso tá com cara de Brasil (acho que essa só a Juliana vai entender...)! Não há muito o que dizer. Já está tudo dito.
Outro dia, fuçando na internet num desses sites de humor - que eu não lembro qual -, achei um vetor com todos os ex-presidentes dos EUA; todos sérios, caucasianos de cabelos grisalhos, e por último o Obama: um puta sorriso, "negro" (mulato, pardo, who cares?!) e alguns fios brancos na sua não muito vasta cabeleira raspada.

Acho tudo isso uma grande mudança, fato. Afinal de contas, a galera estadunidense não é muito super gente boa quanto à negros/africanos/árabes/qualquer coisa que não seja total "Tio Sam" (claro que numa visão extremamente superficial, grosseira e generalizada. Mas infelizmente essa é a imagem que eu, e tantas outras pessoas, temos).
Aposto que o mundo todo espera ansiosamente por mudanças concretas. Pois não estamos falando sobre a posse qualquer lugar do mundo, e sim da maior potência dele.

Em meio a crise financeira, mudança de presidentes, tetos de igreja desabando, negociações milhonárias abdicadas, férias chegando ao fim e carnaval logo aí, eu só digo uma coisa: 2009 começou, galera.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Voltei.

Apesar de não fazer as unhas há um tempo, de não cortar o cabelo há séculos, de ter engordado alguns quilos e perdido algumas ambições (ou simplismente ter caído na real), eu ainda sou eu mesma. Garanto que conquistei alguns pontos; também. Acho que eu cresci, virei gente grande. Adulta. Estranho. E adulta com todos aqueles mais e menos. Mais responsabilidade, mais motivos plausíveis pra se descabelar, pizza, contas pra pagar, menos tempo pra ficar deitada na cama e assistindo filme dublado na TNT; menos tempo pra abrir a janela, respirar fundo e me transportar pra um lugar que só eu conheço. Menos importância com bobagens... ou mais, não sei. Só sei que tá tudo estranho. Tão estranho a ponto de deixar algumas coisas pra trás e não sentir falta. Coisas que eu deveria sentir falta! Como um par de calças de moleton descosturados, por exemplo.

Pensar em coisas que eu já fiz, ou não. As que tenho vontade de fazer. Guardar comigo o que faz a diferença, o que me torna melhor. Ter peito o suficiente pra levar as coisas velhas pra longe das novas; tudo isso sem ferir ninguém. Sair do papel de coadjuvante. Estreiar uma nova história.

Às vezes eu tenho medo. Medo do "não". Medo esse que não sai da porcaria da minha cabeça. Sei lá, acho que por conta de toda frustração que um "não" pode desencadear... Também tem o do fracasso, da saudade, da rotina, dos problemas, do tempo... E o da escolha errada.

Me contradizendo com o que disse a pouco: acho que eu ainda tenho que crescer bastante. Quando eu crescer, aí sim eu vou ser aquilo que sempre quis. Eu. Mesmo com todas as dificuldades possíveis, "não's" à receber e boletos pra pagar. Não imagino outro coisa a não ser isso. Ser eu mesma, pra sempre. Jamais me render ao encanto de outras personalidades ou modos de encarar a vida. Defender minhas verdades e ser leal; comigo.

Que venham obstáculos e esporros pela frente! Mal vejo a hora do show começar.