zes eu não consigo aguentar por muito tempo e acabo explodindo. Grito, berro, choro, bato o pé, faço show. Pode ser que isso faça com que eu perca a razão, mas na hora, nem penso nisso... Quando as coisas fogem do controle, o ideal seria que o mundo todo parasse por meia hora, pra que desse tempo de eu ao menos tentar consertar tudo. Apagar a luz do quarto que permanece acesa sem motivo algum, fechar direito a torneira da pia do banheiro que há mais de 5 horas pinga lentamente, como quem lacrimeja de desgosto. Desligar a tevê da sala - da qual os principais expectadores são o sofá de couro, a cortina de algodão e as almofadas de cetim (o sofá prefere filmes nacionais, não é como a cortina que não faz questão do que se passa ali, já as almofadas gostam de polishop); apagar o fogo da chaleira, que fez a água virar vapor e ir embora com o vento, tal como deve ir uma nuvem que fica frente ao sol, cobrindo e escondendo a luz que faz com que haja esperença pra continuar o dia. Descer gatos brancos e gordos de árvores gigantes, ajudar velhotes a atravessar a faixa de pedrestres, impedir que a cotação do dólar suba, distribuir cestas básicas na etiópia, vestir uma cueca por cima das calças e enfim declarar a paz mundial! É, bem que poderia... Até então, nada é completamente como deve ser. Está indo, aos poucos, do meu jeito. Devagar e confuso, mas é meu jeito. Fazer o quê? Ainda bem que há quem goste, assim, como é. Por enquanto, só existe realmente uma coisa a fazer: ser paciente.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Calma, menina.
Confesso que às ve
zes eu não consigo aguentar por muito tempo e acabo explodindo. Grito, berro, choro, bato o pé, faço show. Pode ser que isso faça com que eu perca a razão, mas na hora, nem penso nisso... Quando as coisas fogem do controle, o ideal seria que o mundo todo parasse por meia hora, pra que desse tempo de eu ao menos tentar consertar tudo. Apagar a luz do quarto que permanece acesa sem motivo algum, fechar direito a torneira da pia do banheiro que há mais de 5 horas pinga lentamente, como quem lacrimeja de desgosto. Desligar a tevê da sala - da qual os principais expectadores são o sofá de couro, a cortina de algodão e as almofadas de cetim (o sofá prefere filmes nacionais, não é como a cortina que não faz questão do que se passa ali, já as almofadas gostam de polishop); apagar o fogo da chaleira, que fez a água virar vapor e ir embora com o vento, tal como deve ir uma nuvem que fica frente ao sol, cobrindo e escondendo a luz que faz com que haja esperença pra continuar o dia. Descer gatos brancos e gordos de árvores gigantes, ajudar velhotes a atravessar a faixa de pedrestres, impedir que a cotação do dólar suba, distribuir cestas básicas na etiópia, vestir uma cueca por cima das calças e enfim declarar a paz mundial! É, bem que poderia... Até então, nada é completamente como deve ser. Está indo, aos poucos, do meu jeito. Devagar e confuso, mas é meu jeito. Fazer o quê? Ainda bem que há quem goste, assim, como é. Por enquanto, só existe realmente uma coisa a fazer: ser paciente.
zes eu não consigo aguentar por muito tempo e acabo explodindo. Grito, berro, choro, bato o pé, faço show. Pode ser que isso faça com que eu perca a razão, mas na hora, nem penso nisso... Quando as coisas fogem do controle, o ideal seria que o mundo todo parasse por meia hora, pra que desse tempo de eu ao menos tentar consertar tudo. Apagar a luz do quarto que permanece acesa sem motivo algum, fechar direito a torneira da pia do banheiro que há mais de 5 horas pinga lentamente, como quem lacrimeja de desgosto. Desligar a tevê da sala - da qual os principais expectadores são o sofá de couro, a cortina de algodão e as almofadas de cetim (o sofá prefere filmes nacionais, não é como a cortina que não faz questão do que se passa ali, já as almofadas gostam de polishop); apagar o fogo da chaleira, que fez a água virar vapor e ir embora com o vento, tal como deve ir uma nuvem que fica frente ao sol, cobrindo e escondendo a luz que faz com que haja esperença pra continuar o dia. Descer gatos brancos e gordos de árvores gigantes, ajudar velhotes a atravessar a faixa de pedrestres, impedir que a cotação do dólar suba, distribuir cestas básicas na etiópia, vestir uma cueca por cima das calças e enfim declarar a paz mundial! É, bem que poderia... Até então, nada é completamente como deve ser. Está indo, aos poucos, do meu jeito. Devagar e confuso, mas é meu jeito. Fazer o quê? Ainda bem que há quem goste, assim, como é. Por enquanto, só existe realmente uma coisa a fazer: ser paciente.
