quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Adelaide.

"O que eu entendo por ser meu
É tudo que eu posso te dar
O meu amor mas primeiro eu
Preciso saber se você vai gostar
Deixa o meu sentimento te falar
Vou mostrar que sou alguém melhor
Não vai se arrepender
Porque eu não vou deixar você chorar por mim

Do meu lado, agora em mim."

Adelaide @ Mombojó

...

É tudo por culpa da chuva que não dá trégua há dias. A gente fica louco, entediado, hiperativo, com saudades da cama e ao mesmo tempo com uma baita insônia. Faz de tudo pra preencher o vazio que a chuva deixa. De tudo mesmo, que não há mais nada a se pensar. Desde jogar frecell à afastar o sofá da sala e pular constantemente por duas horas ao som de The Cure. É inevitável: tem dias que a cabeça não funciona.

Comecei a escrever uns quatro textos diferentes e nenhum deles foi pra frente. Meu lixo está cheio de sulfite amassado. Se eu pego o violão, não saem mais que três acordes... Há uma aura de lerdeza pairando sobre os meus ombros. A moleza de quem tomou meia garrafa de saquê, o sono... Essa inércia toda ao meu redor não me faz bem. Mas tenho de me conformar e só por hoje, andar de braços dados com um pecado capital. A preguiça. Preguiça interior, porque na verdade eu não páro de sacudir a perna, judiar do controle remoto mudando de canal bruscamente, sem mesmo prestar atenção na tevê. Cansei. Criança quando fica chata assim é porque tem sono. Não dou vinte minutos pra eu estar na cama.

Obs.: Já reparou que eu não posto às quartas-feiras? Juro que não é porque eu fico assistindo Gossip Girl.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Extremo conforto.

Noite em São Paulo num verão que não é verão. 
O orvalho chega e a moleza o acompanha. 
As luzes da rua se acendem, os faróis dos carros também.
A brisa bate com tamanha força que arrepia os pêlos do corpo.
Pela casa corre um cheiro de banho tomado, uma sensação de aconchego.
Vontade de um abraço.
Enquanto o mundo roda e a cidade não dorme,
fico deitada,
na minha cama.

he's gonna let you down.

i fell of the track, now i can't go back. i'm not like that.
boys lie too much, girls act too tough, enough is enough.
well, on the minds of other girls, I KNOW HE WAS.
i said you take it or leave it.

he's gonna let you down, and gonna break your back for a chance.
and gonna steal your friends, if he can. he's gonna win someday.

i said just take it or leave it.

take it or leave it @ the strokes

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma volta.

Não tem nada melhor do que sair quando não há nada tão bom assim pra se fazer. Não que sair esteja em segundo plano, que só aconteça por ser a última opção, mas é uma ótima alternativa. Pegar um cinema, ir pra balada, dar uma passada num bar, ver os amigos... Ir comprar pão, fumar um cigarro no caminho, dar uma volta a mais no quarteirão na volta pra casa, parar na banca de jornal e só folhear revista. Chegar no shopping e só ver vitrine, fazer hora no ponto de ônibus. Sair. Sair até sem sair de casa. Sair do seu mundo. Desligar-se de tudo. Abrir a janela e ver a lua, ouvir música até dizer chega, comer uma panela de brigadeiro inteira assistindo Grease, ler um livro. Achar defeito em todos os cantos do seu quarto e querer consertar do dia pra noite. Deitar no chão, olhar pro teto, pensar em merda. Sair na varanda, abrir os braços, respirar fundo. Achar que você é o Jack e sua casa um verdadeiro Titanic. Fazer qualquer coisa, jamais ficar inativo. Lembrar que a vida tem tesão e não deixar a preguiça tomar conta. Viver. Tudo de uma vez, ou todo dia um pouquinho. E como vovó já dizia: cabeça vazia, oficina do cão.

domingo, 25 de janeiro de 2009

É tão grande...

De uns tempos pra cá eu tenho percebido o quanto a família é importante. Tenho dado mais valor, não sei... Mas com certeza a tenho visto de um modo diferente. Não consigo imaginar meu pai sem minha mãe, minha irmã, meus tios, avós, longe. Não digo longe de morando em outra cidade, outro país... Longe de espírito mesmo. Por mais que a gente não se veja muito, ou só ligue pra saber como foi o dia, e às vezes nem isso! O fato de estar conectado, juntos por uma corrente que ninguém no mundo rompe. Com briga, discussão, xingamentos e até tapas na cara.

Permanecer do lado, junto pra tudo, independente de qualquer motivo, razão ou circunstância. Não importa o quão errado você esteja, o quão idiota foi a atitude que você tomou, e muito menos o tamanho do esporro que você levar. Sempre, sempre a sua família vai estar presente.
Ou a sua família de sangue, ou a família que você escolheu: seus amigos.
É difícil saber realmente quem vai te segurar toda vez que você cái. Mas se você confia, gosta, respeita, admira, convive e acima de tudo ou qualquer coisa, ama; ama muito, de todo coração, não custa apostar.

Tem gente que gosta de ser livre, de viver a vida como bem entende, sem ninguém ao lado. Respeito, lógico. Mas nunca, na vida toda, ninguém está sozinho. Que seja por um cara que pega metrô com você todo dia, na mesma hora, e uma vez ou outra ele te olha e acena com a cabeça, como quem diz 'bom dia'. O humano não brota do nada... Nascemos de um ato de amor, até mesmo inconseqüente ou irresponsável. E definitivamente, é ele quem nos mantém vivos. O tal do amor. Amor esse, de mãe, pai, irmão, amigo. O platônico, o próprio, o físico, o de uma vida toda, de momento, verão... É culpa dele. Culpa do amor. Que muitos até não acreditam que exista.

Não é preciso ser exagerado, escrachado, jogado na cara pra saber o tamanho do amor que as pessoas sentem. Basta você saber. Basta a outra pessoa saber. Ninguém gosta igual a ninguém. Só quem sente pode definir a imensidão da emoção ali presente. Sem precisar provar.

O vínculo de sentimentos bons entre pessoas. Duas, mais... ou só por si mesmo.
Isso sim que é a família.

sábado, 24 de janeiro de 2009

Sem mentira.

"Só de viver no seu mar
De merecer seu olhar
Seu beijo todo dia
E as noites cada vez mais limpas

Quando eu me vi no seu cais"

Fabio Góes @ Sem Mentira

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"Desce duas PL que eu tenho 18, chefia."

Num resumo muito grosso: a maioridade se refere a aquisição de responsabilidade e obrigações perante à vida pública. Ou seja, fazer merda e limpar com o seu próprio papel. Encher o cu de cerveja Guinness que você pagou com um dinheiro que não é seu, entrar num carro que não leva o seu nome no documento, estraçalhaaar o para-choque desse mesmo carro metendo ele de frente pro poste, e no final da brincadeira, assumir tudo. Tudo. Sem pedir arrego. Porque agora, cumpádi, o mundo chamou seu nome na lista dele. A lista com o nome de um trilhão de filhas-da-puta, gente de bem, gente pobre, rica, miserável ou classe média. Mas gente essa, que a partir desse momento, passa a assumir cada burrada que faz. 

Eis que chega o grande dia. 

A grande tentação de poder sair da barra da saia mãe, viver sua própria vida, fazer o que te der na telha, sem aquele monte de sermão. Ou não. Sinceramente, acho que não muda muita coisa. É mais um ano novo. Depois vêm os 19, 20... Logo menos os 30. O tempo é uma desgraça! Passa tão rápido que até confunde a gente. Concordo que é uma grande transição entre a molecagem e a fase adulta. Mas enquanto continua vivendo a famosa vida besta, nada muda.

Faz por onde, coração! O poder de uma carteira de abilitação, cpf, rg, qualquer documento que mostre que hoje você tem 18, só valhe se você fizer por merecer. Não tem culpa pior do que bancar tudo da boca pra fora, sabendo que ontem, tu não diria nada disso. Sentir que você cresceu, que virou MACHO. Que tem peito e coragem pra tudo, essa sim é a grande diferença.

O texto inicialmente era pra se tratar da maioridade conquistada, esse ano, pelo Gabriel - meu melhor amigo, irmão, homem, pessoa que eu mais amo nesse mundo -, mas virou um discurso sobre o que eu realmente penso sobre a tal. De fato, Gabriel, se você ler, vai entender aonde eu quero chegar. Não é preciso a maioridade pra enfatizar tudo aquilo que você já é. Agora só vai ser mais tranqüilo se embreagar de cerveja importada sem sentir culpa.
Eu te amo.
E feliz ano novo.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Mas que merda é essa?!

Dá um nó na garganta, uma vontade de gritar, às vezes até de sair correndo. Uma angústia, a necessidade de um abraço, uma mágoa profunda. Cadê? Cadê?! Eu não sei! Mas, cadê?! Cadê o lugar de onde vem tudo isso? Vem da alma, do fundo do peito, ou de qualquer outro mundo que eu ainda venha conhecer. Pensamentos nostálgicos. Falta, perda. É isso o que eu sinto.

Mas que merda é essa?!

Isso é saudade, menina.

Para Gabriela Donadon.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Yes, we can!"


Barack Hussein Obama II: canhoto, descendente de quenianos, sobremone árabe, nascido no Havaí e atual presidente dos Estados Unidos da América. Puta merda, isso tá com cara de Brasil (acho que essa só a Juliana vai entender...)! Não há muito o que dizer. Já está tudo dito.
Outro dia, fuçando na internet num desses sites de humor - que eu não lembro qual -, achei um vetor com todos os ex-presidentes dos EUA; todos sérios, caucasianos de cabelos grisalhos, e por último o Obama: um puta sorriso, "negro" (mulato, pardo, who cares?!) e alguns fios brancos na sua não muito vasta cabeleira raspada.

Acho tudo isso uma grande mudança, fato. Afinal de contas, a galera estadunidense não é muito super gente boa quanto à negros/africanos/árabes/qualquer coisa que não seja total "Tio Sam" (claro que numa visão extremamente superficial, grosseira e generalizada. Mas infelizmente essa é a imagem que eu, e tantas outras pessoas, temos).
Aposto que o mundo todo espera ansiosamente por mudanças concretas. Pois não estamos falando sobre a posse qualquer lugar do mundo, e sim da maior potência dele.

Em meio a crise financeira, mudança de presidentes, tetos de igreja desabando, negociações milhonárias abdicadas, férias chegando ao fim e carnaval logo aí, eu só digo uma coisa: 2009 começou, galera.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Voltei.

Apesar de não fazer as unhas há um tempo, de não cortar o cabelo há séculos, de ter engordado alguns quilos e perdido algumas ambições (ou simplismente ter caído na real), eu ainda sou eu mesma. Garanto que conquistei alguns pontos; também. Acho que eu cresci, virei gente grande. Adulta. Estranho. E adulta com todos aqueles mais e menos. Mais responsabilidade, mais motivos plausíveis pra se descabelar, pizza, contas pra pagar, menos tempo pra ficar deitada na cama e assistindo filme dublado na TNT; menos tempo pra abrir a janela, respirar fundo e me transportar pra um lugar que só eu conheço. Menos importância com bobagens... ou mais, não sei. Só sei que tá tudo estranho. Tão estranho a ponto de deixar algumas coisas pra trás e não sentir falta. Coisas que eu deveria sentir falta! Como um par de calças de moleton descosturados, por exemplo.

Pensar em coisas que eu já fiz, ou não. As que tenho vontade de fazer. Guardar comigo o que faz a diferença, o que me torna melhor. Ter peito o suficiente pra levar as coisas velhas pra longe das novas; tudo isso sem ferir ninguém. Sair do papel de coadjuvante. Estreiar uma nova história.

Às vezes eu tenho medo. Medo do "não". Medo esse que não sai da porcaria da minha cabeça. Sei lá, acho que por conta de toda frustração que um "não" pode desencadear... Também tem o do fracasso, da saudade, da rotina, dos problemas, do tempo... E o da escolha errada.

Me contradizendo com o que disse a pouco: acho que eu ainda tenho que crescer bastante. Quando eu crescer, aí sim eu vou ser aquilo que sempre quis. Eu. Mesmo com todas as dificuldades possíveis, "não's" à receber e boletos pra pagar. Não imagino outro coisa a não ser isso. Ser eu mesma, pra sempre. Jamais me render ao encanto de outras personalidades ou modos de encarar a vida. Defender minhas verdades e ser leal; comigo.

Que venham obstáculos e esporros pela frente! Mal vejo a hora do show começar.