Eis que chega o grande dia.
A grande tentação de poder sair da barra da saia mãe, viver sua própria vida, fazer o que te der na telha, sem aquele monte de sermão. Ou não. Sinceramente, acho que não muda muita coisa. É mais um ano novo. Depois vêm os 19, 20... Logo menos os 30. O tempo é uma desgraça! Passa tão rápido que até confunde a gente. Concordo que é uma grande transição entre a molecagem e a fase adulta. Mas enquanto continua vivendo a famosa vida besta, nada muda.
Faz por onde, coração! O poder de uma carteira de abilitação, cpf, rg, qualquer documento que mostre que hoje você tem 18, só valhe se você fizer por merecer. Não tem culpa pior do que bancar tudo da boca pra fora, sabendo que ontem, tu não diria nada disso. Sentir que você cresceu, que virou MACHO. Que tem peito e coragem pra tudo, essa sim é a grande diferença.
O texto inicialmente era pra se tratar da maioridade conquistada, esse ano, pelo Gabriel - meu melhor amigo, irmão, homem, pessoa que eu mais amo nesse mundo -, mas virou um discurso sobre o que eu realmente penso sobre a tal. De fato, Gabriel, se você ler, vai entender aonde eu quero chegar. Não é preciso a maioridade pra enfatizar tudo aquilo que você já é. Agora só vai ser mais tranqüilo se embreagar de cerveja importada sem sentir culpa.
Eu te amo.
E feliz ano novo.
Eu te amo.
E feliz ano novo.

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